12.3.09

Gritando



Ainda dentro da mesma linha de pensamento, meu ser precisa sangrar, precisa de grandes cicatrizes abertas, doendo...
Recentemente me livrei da dependência de analgésicos e, diferentemente do esperado, mais do que alívio, senti o vazio...
O vazio de um existir sem nexo, sem propósito, sem sentido...
Para deixar de lado o velho hábito de cortar os pulsos, optei pela possibilidade de dançar...
Funciona, na maioria das vezes...
Quando não, apenas grito, incessantemente, por dias e dias a fio.
Aquele grito mudo dos desesperados e impotentes que nada podem fazer com sua própria existência.
A insustentável leveza do ser, poderia dizer. Não o livro, mas apenas a imagem de que o lado leve da vida representa quase sempre um chute na boca...
Comigo, as coisas simplesmente são assim...

Um comentário:

Alisson da Hora disse...

Minhas cicatrizes são enormes...e quando sangro, sempre faço questão de que sangre até o fim...Ao menos os estudos me empolgam, fazem com que eu esqueça a necessidade dos soníferos e de coisas que fariam com que minha atenção melhorasse...

Bom te ler, sempre...

beijo!