3.1.06

Fim de ano I





Deixo 2005 com uma quase-alegria e me despeço aliviada.
2004 demorou muito para ir embora e, se 2005 passou muito rápido, mesmo assim, não via a hora que acabasse.
Coisas da vida...

Quando alcanço o que mais desejo, é quando perco o que me é mais importante.
Não há um grande ganho sem uma grande perda. Deve existir alguma lei universal estilo ação e reação que explique esse fenômeno. Tem sido assim há tempos.
Pude constatá-lo pelo com melhor clareza nos últimos anos, com os fatos mais importantes na minha vidinha-meia-boca.

Durante muitos anos, esperei avidamente a virada do 31 para traçar aquelas metas que nunca se concretizavam. Mesmo assim, continuava acreditando que, quem sabe um dia, algo realmente acontecesse.
Quando esse dia chegou, pude abandonar as malfadadas listinhas, à lá supermercado, e só viver.

E aprendi, sutilmente, um novo tipo de vida.

Dos sonhos que me restaram, tive a felicidade-sorte-benção, de realizar alguns. Mas o preço que paguei por cada um deles foi como um membro amputado. A dor de uma parte de si sendo arrancada, e a sensação de que ainda está ali, vivo, latejando.

É assim que eu aprendo, na porrada, quebrando a cara, sofrendo na carne, ou qualquer expressão que defina essa incongruência que é a vida...

Sim, sou uma sobrevivente e continuo aqui.

2 comentários:

Alisson da Hora disse...

Pois é...e eu, maluco pra que 2006 já acabe...

Eric Walker disse...

Honey, it´s me!!!!!

I`m back!!!

Amei!