18.1.06

Chave

Em meio às loucuras de começo de ano, quase mandei este blog pelos ares. Mas, como ele sobreviveu, tentarei mantê-lo atualizado, à medida que minhas sandices permitirem.
Porque meu processo de vida é sempre implosivo, e, por mais confessivos que meus escritos sejam, o que habita minha alma permanece encarcerado, esperando o dia em que irá criar asas e ganhar o mundo.

Estou voltando a sonhar (dormindo e acordada), o que é positivo, tanto pelo fato de poder reconhecer algo de meu inconsciente, quanto pelo fato de poder lutar por alguma coisa.
Porque, se perdi meus sonhos pelo caminho, preciso de novos, que me levem à algum lugar.

Há um ano atrás, eu queria aprender a voar. Criar asas, ser leve como as nuvens, levada pelo vento. Em lugar disso, criei uma âncora, que me prendeu em mim mesma, nas 4 paredes da minha incapacidade de lidar com a vida.

Encontrei uma chave velha perdida em algum lugar. Talvez ela abra uma porta, ou uma janela, um espaço que me permita ver o mundo lá fora.

Estarei à espera...

Um comentário:

Alisson da Hora disse...

Âncoras...eu fico pensando nas minhas... se algumas vezes eu as levantei ainda preciso da coragem necessária para de uma vez por todas esquecer de as usar como lastro de medo e de preguiça...aí, quando eu penso que vou de uma vez por todas jogá-las foras eu vou e me acorrento...eita nós...